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Índice de Preços ao Produtor (IPP) varia -0,99% em julho Imprimir E-mail

Período

TAXA

Julho de 2017

-0,99%

Junho de 2017

-0,20%

Julho de 2016

-0,57%

Acumulado em 2017

-1,27%

Acumulado 12 meses

1,11%

 

Em julho de 2017, Índice de Preços ao Produtor teve variação de -0,99% em relação ao mês anterior, número inferior ao observado na comparação entre junho e maio de deste ano (-0,20%). Entre as 24 atividades, seis tiveram alta de preços, contra 16 do mês anterior. O acumulado no ano atingiu -1,27%, contra -0,29% em junho. Esta é a segunda maior queda acumulada no ano em toda a série do IPP, perdendo apenas para o acumulado no ano de abril de 2016 (-1,49%).

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange informações por grandes categorias econômicas, ou seja, bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis e semiduráveis e não duráveis). A publicação completa do IPP pode ser acessada aqui.

 

Indústria Geral e Seções

Variações (%)

M/M-1

Acumulado Ano

M/M-12

MAI/17

JUN/17

JUL/17

MAI/17

JUN/17

JUL/17

MAI/17

JUN/17

JUL/17

Indústria Geral

0,10

-0,20

-0,99

-0,08

-0,29

-1,27

2,24

1,53

1,11

B - Indústrias Extrativas

-11,02

-6,67

-1,81

-9,30

-15,34

-16,88

6,42

0,68

12,26

C - Indústrias de Transformação

0,54

0,02

-0,96

0,27

0,28

-0,68

2,11

1,56

0,79

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

               

Em julho, a variação de preços de -0,99% frente a junho repercutiu da seguinte maneira entre as grandes categorias econômicas: -0,62% em bens de capital; -1,05% em bens intermediários; e -0,99% em bens de consumo, sendo que 0,19% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e -1,36% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

As influências das grandes categorias econômicas sobre o IPP de julho foram de -0,05 p.p. de bens de capital, -0,59 p.p. de bens intermediários e -0,35 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, -0,37 p.p. foi devido às variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,02 p.p. vieram dos bens de consumo duráveis.

Na perspectiva do acumulado no ano (mês atual contra dezembro do ano anterior), as variações de preços da indústria acumularam, até julho, variação de -1,27%, sendo 1,46% a variação de  bens  de capital (com influência de 0,12 p.p.), -1,15% de bens intermediários (-0,64 p.p.) e -2,12% de bens de consumo (-0,76 p.p.). No último caso, este resultado foi influenciado em 0,27 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e -1,03 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

No acumulado em 12 meses, a variação de preços da indústria alcançou, em julho, 1,11%, com as seguintes variações: bens de capital, 4,06% (0,35 p.p.); bens intermediários, 1,05% (0,58 p.p.); e bens de consumo, 0,50% (0,18 p.p.), sendo a influência de bens de consumo duráveis 0,42 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis -0,25 p.p.

 

Indústria Geral e Seções

Variações (%)

M/M-1

Acumulado Ano

M/M-12

MAI/17

JUN/17

JUL/17

MAI/17

JUN/17

JUL/17

MAI/17

JUN/17

JUL/17

Indústria Geral

0,10

-0,20

-0,99

-0,08

-0,29

-1,27

2,24

1,53

1,11

Bens de Capital (BK)

0,69

0,96

-0,62

1,12

2,09

1,46

1,45

3,15

4,06

Bens Intermediários (BI)

-0,27

-0,39

-1,05

0,29

-0,10

-1,15

2,16

1,03

1,05

Bens de consumo(BC)

0,56

-0,19

-0,99

-0,95

-1,15

-2,12

2,57

1,93

0,50

Bens de consumo duráveis (BCD)

1,56

-0,02

0,19

3,07

3,04

3,24

5,05

4,94

5,14

Bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND)

0,25

-0,25

-1,36

-2,15

-2,40

-3,72

1,82

1,02

-0,90

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

               

18 das 24 atividades tiveram redução de preços

Em julho de 2017, frente ao mês anterior, 18 das 24 atividades tiveram queda de preços, contra oito do mês anterior. As quatro maiores variações foram observadas nas seguintes atividades industriais: perfumaria, sabões e produtos de limpeza (-2,22%), alimentos
(-2,00%), fumo (-1,95%) e indústrias extrativas (-1,81%). Em termos de influência, sobressaíram alimentos (-0,41 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (-0,14 p.p.), outros produtos químicos (-0,14 p.p.) e metalurgia (-0,11 p.p.).

No acumulado no ano (-1,27%), as atividades que tiveram as maiores variações percentuais foram indústrias extrativas (-16,88%), minerais não-metálicos (-7,28%), alimentos (-6,47%) e metalurgia (5,80%) e os setores de maior influência foram: alimentos (-1,39 p.p.), indústrias extrativas (-0,62 p.p.), metalurgia (0,43 p.p.) e veículos automotores (0,33 p.p.).

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a variação de preços em julho foi de 1,11%, contra 1,53% em junho de 2017. As quatro maiores altas ocorreram em indústrias extrativas (12,26%), metalurgia (10,46%), minerais não-metálicos (-6,08%) e veículos automotores (5,97%). Neste indicador, os setores de maior influência foram: alimentos (-1,21 p.p.), metalurgia (0,75 p.p.), veículos automotores (0,64 p.p.) e indústrias extrativas (0,34 p.p.).

Indústrias extrativas: em julho, os preços do setor variaram em -1,81%, os principais recuos entre as indústrias extrativas e de transformação. O acumulado no ano ficou
em -16,88%, com influência destacada (-0,62 p.p) sobre o indicador acumulado da indústria geral (-1,27%). Em relação ao mesmo mês do ano anterior (12,26%), houve variação positiva nos preços de todos os produtos. No mês, à exceção dos “óleos brutos de petróleo”, todos os produtos pesquisados na atividade apresentaram variação negativa em seus preços. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, todos os produtos do setor apresentaram expansão de preços, com destaque para os “minérios de ferro”.

Alimentos: os preços do setor recuaram, em média, -2,00%, terceira maior queda da série, atrás de fevereiro de 2013 (-2,58%), e de janeiro de 2017 (-2,23%). O acumulado no ano
(-6,47%), assim como a comparação julho 2017/julho 2016 (-5,57%) apresentaram a maior variação negativa da série, independe do mês e do ano considerados. O setor é aquele de maior contribuição no cálculo do índice (20,92%).

Entre os produtos, “açúcar demerara, inclusive açúcar VHP”, “açúcar cristal” e “leite esterilizado / UHT / Longa Vida” se destacaram em termos de variação e influência. “Preparações e conservas de peixes” foi o quarto produto entre as variações e é o único com variação positiva nas duas listas. Entre as influências, “carnes de bovinos frescas ou refrigeradas” foi o quarto produto, seguindo a tendência negativa geral do setor. Os quatro produtos de maior influência responderam por -1,39 p.p. em -2,00%.

Essas quedas mais expressivas nos preços dos produtos (os dois açúcares, o leite e a carne fresca ou refrigerada) estão ligadas, em grande parte, ao período de colheita (cana), o bom clima, que tem possibilitado a maior captação de leite, e à oferta maior de animais para abate.

Refino de petróleo e produtos de álcool: a variação média de -1,38% representa o quinto resultado negativo do ano (os únicos positivos foram janeiro, 5,54%, e maio, 2,45%). O acumulado do ano foi de -3,17% e nos últimos 12 meses, -0,78%, resultado negativo que não ocorria desde dezembro de 2016 (-2,44%). O setor é o terceiro em termos de contribuição (10,16%), e é a segunda maior influência no cálculo da variação observada entre junho e julho (-0,14 p.p. em -0,99%). Entre os produtos, “álcool etílico (anidro ou hidratado)” foi destaque tanto em termos de variação quanto de influência. Entre os derivados de petróleo, as variações são preponderantemente negativas, com exceção de “óleos lubrificantes básicos”, na perspectiva da variação, e de “gasolina automotiva”, na da influência.

Outros produtos químicos: a queda de preços de -1,42% foi a terceira variação negativa de 2017. O acumulado no ano alcançou 1,51%, o que contribuiu para a manutenção da queda de preços acumulada nos últimos 12 meses (-0,16%), que tem sido uma constante desde março de 2016, (5,34%), com exceções em abril de 2017 com 0,01% e maio de 2016 com 0,03%.

As principais variações ocorreram em produtos que não fazem parte dos que apresentam o maior peso de cálculo: “amoníaco”, “borracha de estireno-butadieno” e “PEBD”, os três com resultados negativos, e “tintas de impressão”, com resultado positivo. Todos os quatro produtos de maior influência no mês tiveram resultados negativos, sendo que apenas “polipropileno (PP)” também está entre os quatro de maior peso de cálculo. Os quatro produtos de maior influência no mês contra mês imediatamente anterior representaram -1,00 p.p. no resultado do mês, ou seja, os demais 28 produtos contribuíram com -0,42 p.p. no resultado do mês.

Metalurgia: a variação de -1,34% foi o segundo resultado negativo no ano. O acumulado de 2017 (5,80%) foi a maior variação positiva de preços entre todas as 24 atividades analisadas. Nos últimos 12 meses a variação foi de 10,46%. Em relação aos produtos que mais influenciaram os resultados no mês contra mês anterior, aparecem os quatro de maior peso na atividade, todos com resultados negativos, são eles: “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aço ao carbono”, “bobinas a frio de aços ao carbono, não revestidos”, “bobinas a quente de aços ao carbono, não revestidas” e “alumínio não ligado em formas brutas”. Entre os 22 produtos selecionados para a pesquisa, os quatro com destaque na análise de influências do tipo mês contra mês anterior, mencionados anteriormente, representaram -1,31 p.p. da variação no mês, ou seja, os demais 18 produtos influenciaram em -0,03 p.p.

Veículos automotores: a variação observada no setor (0,18%) foi a décima segunda taxa positiva seguida da atividade. O acumulado no ano (3,09%) apresentou a segunda maior variação positiva para o mês de julho desde o início da série histórica, ficando atrás apenas de julho de 2015 (3,54%). Além de ser um dos setores de maior peso no cálculo do indicador geral (atrás apenas do setor de alimentos), a atividade de veículos automotores também se destacou, dentre todos os setores pesquisados, em outros três indicadores: apresentou a quarta maior variação acumulada nos últimos 12 meses (5,97%); a quarta maior influência na variação acumulada no ano (0,33 p.p. em -1,27%); e a terceira maior influência na variação acumulada nos últimos 12 meses (0,64 p.p. em 1,11%).

Entre os quatro produtos de maior influência no mês contra mês anterior, dois tiveram impacto positivo no índice (“carrocerias para ônibus” e “automóveis para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência”, este último o produto de maior peso na atividade). Os outros dois produtos dentre os de maior influência impactaram negativamente o indicador: “peças para motor de veículos automotores” e “caminhão-trator para reboques e semirreboques” (os produtos que apresentam, respectivamente, o terceiro e o quarto maior peso no setor, freando uma maior variação média de preços da atividade no mês). A influência desses quatro produtos que mais impactaram a variação mensal foi de 0,19 p.p. em 0,18%, ou seja, os demais 21 produtos da atividade contribuíram com -0,01 p.p.

Comunicação Social

29 de agosto de 2017

 
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