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Índice de Preços ao Produtor foi de 0,09% em março e 2,85% em 12 meses Imprimir E-mail

Período

TAXA

Março de 2017

0,09%

Fevereiro de 2017

-0,45%

Março de 2016

-1,20%

Acumulado em 2017

-0,05%

Acumulado 12 meses

2,85%

 
Em março, os preços da Indústria Geral variaram, em média, 0,09% em relação a fevereiro, acima do observado na comparação entre fevereiro e janeiro (-0,45%). No ano, o IPP acumula uma variação de -0,05% e, em 12 meses, de 2,85%. Entre as 24 atividades investigadas, 17 apresentaram variações positivas de preços, contra 10 no mês anterior. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mede a evolução dos preços de produtos 'na porta de fábrica', sem impostos e fretes.


A publicação completa do IPP pode ser acessada aqui.

Indústria Geral e Seções

Variações (%)

M/M-1

Acumulado Ano

M/M-12

JAN/17

FEV/17

MAR/17

JAN/17

FEV/17

MAR/17

JAN/17

FEV/17

MAR/17

Indústria Geral

0,30

-0,45

0,09

0,30

-0,14

-0,05

1,34

1,52

2,85

Bens de Capital (BK)

-0,19

-0,27

0,80

-0,19

-0,46

0,34

-2,92

-2,78

-1,04

Bens Intermediários (BI)

0,95

-0,37

0,32

0,95

0,57

0,89

0,57

1,72

3,91

Bens de consumo(BC)

-0,58

-0,61

-0,44

-0,58

-1,18

-1,62

3,68

2,30

2,14

Bens de consumo duráveis (BCD)

0,69

0,00

0,37

0,69

0,68

1,06

2,91

2,38

2,84

Bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND)

-0,96

-0,79

-0,69

-0,96

-1,74

-2,42

3,92

2,28

1,93

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

               

 

Em março/2017, em relação a fevereiro/2017, os preços de 17 das 24 atividades subiram, contra 10 do mês anterior. As quatro maiores variações foram: indústrias extrativas (3,44%), refino de petróleo e produtos de álcool (-3,25%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (2,96%) e impressão (1,78%). Já as maiores influências vieram do refino de petróleo e produtos de álcool (-0,34 p.p.), alimentos (-0,16 p.p.), outros produtos químicos (0,16 p.p.) e indústrias extrativas (0,12 p.p.).

Em março/2017, o acumulado no ano atingiu -0,05%, contra -0,14% em fevereiro/2017. As atividades com as maiores variações neste indicador foram: metalurgia (7,15%), fumo (-4,58%), minerais não-metálicos     (-4,52%) e alimentos (-4,31%). Já os setores de maior influência foram: alimentos (-0,92 p.p.), metalurgia (0,53 p.p.), outros produtos químicos (0,29 p.p.) e veículos automotores (0,09 p.p.).

O acumulado em 12 meses foi de 2,85%, contra 1,52% em fevereiro/2017. As quatro maiores variações de preços ocorreram em indústrias extrativas (48,43%), metalurgia (13,53%), impressão (11,91%) e outros equipamentos de transporte (-10,41%). Os setores de maior influência foram: indústrias extrativas (1,23 p.p.), metalurgia (0,97 p.p.), alimentos (0,76 p.p.) e outros produtos químicos (-0,34 p.p.).

Em março de 2017, as variações de preços, frente a fevereiro, entre as grandes categorias econômicas (tabela) foram: 0,80% em bens de capital; 0,32% em bens intermediários; e -0,44% em bens de consumo, sendo que 0,37% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e -0,69% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

A influência das grandes categorias sobre o resultado da indústria (0,09%) foi: 0,07 p.p. de bens de capital, 0,18 p.p. de bens intermediários e -0,16 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, -0,19 p.p. se deveu às variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,03 p.p. nos bens de consumo duráveis.


Indústria Geral e Seções

Variações (%)

M/M-1

Acumulado Ano

M/M-12

JAN/17

FEV/17

MAR/17

JAN/17

FEV/17

MAR/17

JAN/17

FEV/17

MAR/17

Indústria Geral

0,30

-0,45

0,09

0,30

-0,14

-0,05

1,34

1,52

2,85

B - Indústrias Extrativas

2,05

-5,06

3,44

2,05

-3,11

0,22

60,32

52,92

48,43

C - Indústrias de Transformação

0,24

-0,27

-0,03

0,24

-0,03

-0,06

-0,08

0,29

1,66

 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

 

No acumulado no ano, as variações foram: 0,34% em bens de capital (com influência de 0,03 p.p.), 0,89% de bens intermediários (0,50 p.p.) e -1,62% de bens de consumo (-0,58 p.p.). No último caso, este resultado foi influenciado em 0,09 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e -0,67 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

No acumulado em 12 meses, as variações foram: bens de capital, -1,04% (-0,09 p.p.); bens intermediários, 3,91% (2,18 p.p.); e bens de consumo, 2,14% (0,76 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,24 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 0,52 p.p..

A seguir, os setores que estavam entre os principais destaques em maiores variações de preços ou maiores influências em março de 2017, nas três comparações: mensal, acumulada no ano e acumulada em 12 meses.

Indústrias extrativas: em março, os preços do setor variaram, em média, 3,44%, resultado que segue a       -5,06% de fevereiro. O acumulado no ano foi de 0,22%, contra -3,11% até fevereiro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a variação foi de 48,43%, vale dizer que este resultado é obtido levando em conta o terceiro menor número-índice da série, o de março de 2016 (56,29). Em termos de influência, vale apontar que “minérios de ferro” impacta positivamente o indicador nas três comparações feitas (mensal, acumulado no ano e em 12 meses), enquanto “óleos brutos de petróleo” impacta negativamente tanto no mensal, quanto no acumulado no ano.

Alimentos: em março, os preços do setor variaram -0,77%, terceiro recuo consecutivo. Com o resultado de março, a variação acumulada no primeiro trimestre do ano foi de -4,31%. O resultado negativo de março só foi superado pelo de março de 2013, -5,23%, numa série cujo acumulado em março foi positivo em quatro anos (2010, 2012, 2015 e 2016) e também negativo em quatro anos (2011, 2013, 2014 e 2017). Já o resultado da comparação entre março de 2017 e março de 2016 foi de 3,76%. Em relação a este indicador, entre março de 2016 e março de 2015 a variação foi de 11,72% e, entre dezembro de 2016 e dezembro de 2015, de 8,79%.

Entre os produtos com maior variação de preços, dois apresentaram variação positiva, “iogurte” e “bombons e chocolates com cacau”. No caso do primeiro, há um movimento espalhado entre as empresas de elevação de preços em março, o que se tem repetido ao longo dos anos. Os preços de “bombons e chocolates com cacau” foram elevados por conta do mercado externo, segundo a justificativa de empresas importantes, mas também por conta da venda de páscoa. Apesar desses dois aumentos, os outros dois produtos, ambos derivados da soja, tiveram variações negativas de preços. Estes mesmos produtos foram destaque entre os quatro mais influentes, que somaram -0,71 p.p. em -0,77%. Os quatro produtos são: “óleo de soja refinado”, “açúcar refinado de cana”, “açúcar cristal”, “óleo de soja em bruto, mesmo degomado”. Destes, “açúcar refinado de cana” foi o único cuja variação de preços positiva, coerente com o período de pré-safra da cana-de-açúcar. Por outro lado, a safra da soja explica a queda de seus derivados e, no caso do "açúcar cristal", a baixa de estoques de muitas usinas explica em parte o movimento.

 

Refino de petróleo e produtos de álcool: em março, os preços do setor recuaram 3,25% em média. O acumulado foi de 0,80%. Na comparação anual, a variação é de 2,68%.

Os quatro produtos de maior influência no resultado mensal impactaram -3,28 p.p. em -3,25%. Os produtos mais influentes foram os de maior contribuição no cálculo do índice: “óleo diesel e outros óleos combustíveis”, “álcool etílico (anidro ou hidratado)”, “gasolina automotiva” e “naftas”. A variação média de todos eles foi negativa em março.

Outros produtos químicos: a indústria química no mês de março apresentou uma variação média de preços, em relação a fevereiro, de 1,69%, retomando o processo de recuperação de preços iniciado em setembro de 2016 e interrompido apenas em fevereiro de 2017. O processo não foi suficiente para reverter o resultado negativo dos últimos 12 meses (-3,39%), mas no ano resultou na segunda maior elevação de preços da pesquisa (3,15%).

A queda na comparação anual está ligada aos resultados dos preços internacionais e aos custos da matéria-prima importada, ambos com influência da apreciação do real em relação ao dólar de 15,6% nos últimos 12 meses e 6,7% somente nos três primeiros meses do ano. Também registrou-se a influência do movimento dos preços dos derivados de petróleo, especialmente dos movimentos de mais longo prazo da nafta, além dos resultados dos preços da amônia no ano.

Os quatro produtos de maior influência no mês contra mês imediatamente anterior (“propeno (propileno) não saturado”, “polipropileno”, “estireno” e “adubos ou fertilizantes à base de NPK”) representaram um resultado positivo em 1,18 p.p. no resultado de variação de 1,69% no mês, ou seja, os demais 28 produtos contribuíram positivamente com 0,51 p.p.

Metalurgia: a comparação dos preços do setor, considerando março de 2017 contra fevereiro de 2017, revela a continuidade na elevação de preços registrados desde novembro de 2016, alcançando uma variação média positiva em 1,40%. Em relação aos resultados no acumulado do ano, a atividade alcançou uma variação de 7,15% (maior variação entre as atividades da pesquisa), acumulando nos últimos 12 meses uma variação positiva de 13,53%, atrás apenas das indústrias extrativas.

Entre os destaques, tanto em termos de variação quanto de influência, na comparação M/M-1, aparecem: “alumínio não ligado em formas brutas” e “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono”, ambos com elevação de preços, além de “bobinas ou chapas de aços inoxidáveis, inclusive tiras”, este último, no entanto, com resultados negativos. Considerando apenas o indicador de variação, tem-se ainda o produto “relaminados de aço”.

Os quatro produtos destacados em termos de influência, mês contra mês anterior, representaram 1,21 p.p. de 1,40%; e este grupo é composto pelos três produtos anteriormente mencionados e mais “bobinas a quente de aços ao carbono, não revestidos”.

Veículos automotores: em março, a variação observada no setor foi de 0,07%, quando comparada com o mês imediatamente anterior. Esta foi a oitava variação positiva seguida da atividade, que vem exibindo resultados positivos no indicador M/M-1 desde agosto de 2016. Com isso, a variação acumulada no ano alcançou 0,85%. Este é o menor resultado acumulado nos três primeiros meses do ano desde 2013. A título de comparação, em março de 2016, o acumulado era de 1,76%. Nos últimos 12 meses, o setor acumulou uma variação de 2,96%.

Entre os quatro produtos de maior influência no M/M-1, os que tiveram impacto positivo no índice foram “carrocerias para ônibus” e “automóveis para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência”, sendo este último o produto de maior peso na atividade. Já os produtos que tiveram impacto negativo foram “caixas de marcha para veículos automotores” e “limpadores de para-brisas”.

Em relação ao indicador M/M-12, os quatros produtos de maior influência neste índice foram: “automóveis para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência”, “caminhão diesel com capacidade superior a 5t”, “chassis com motor para ônibus ou para caminhões” e “motores diesel e semi-diesel para ônibus e caminhões”.

 

Comunicação social,
27 de abril de 2017

 
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